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Sistema transforma movimentos corporais em comandos para o jogo e transforma pessoa em avatar
TÓQUIO - No ambiente virtual do Second Life, não é difícil identificar os novatos. Geralmente, os avatares iniciantes (personagens dentro do metaverso) tropeçam em objetos do cenário, enquanto os usuários que os controlam se atrapalham no uso dos inúmeros comandos disponíveis.
Mas uma nova tecnologia desenvolvida no Japão promete facilitar a navegação pelo metaverso, permitindo que os jogadores usem o corpo, e até ondas cerebrais, para controlar seus avatares.
O sistema de rastreamento de movimentos desenvolvido pela Universidade de Tóquio usa uma superfície marcada com códigos coloridos e uma câmera web para registrar e calcular a posição do jogador em três dimensões. Dessa forma, todos os movimentos executados na vida real são reproduzidos pelo avatar no metaverso.
“Esta tecnologia permite que você leve para o mundo virtual os movimentos que usaria na vida real”, explica Michitaka Hirose, líder das pesquisas. “Isso pode facilitar muito as manobras.”
Durante demonstração feita recentemente em Tóquio, o pesquisador Katsunori Tanaka prendeu uma câmera web em seu quadril, com a lente virada para baixo, e caminhou por uma superfície marcada com códigos especiais. Uma grande tela de computador exibia a representação em 3D de seu avatar.
À medida que o pesquisador se movimentava sobre a superfície, a imagem gerada na tela mudava de perspectiva. Quando ele se abaixou para olhar sob um carro virtual estacionado, a imagem exibida na tela mostrava o que o seu avatar estava vendo.
“O sistema é capaz de rastrear o deslocamento em 3D porque os códigos na superfície demarcada mudam de posição em relação à perspectiva da câmera e podem ser processados como distância vertical e inclinação, conforme o usuário se movimenta”, explica Hirose.
Força do pensamento
Do outro lado de Tóquio, na Universidade de Keio, outra equipe de pesquisa criou uma experiência virtual que interage com usuário de forma mais intensa. A tecnologia desenvolvida por Junichi Ushiba monitora a atividade cerebral dos usuários. Assim, eles podem controlar seus avatares apenas pensando nos comandos, como avançar, direita e esquerda.
De acordo com Ushiba, a interface usa eletrodos, que são presos ao couro cabeludo do jogador, para captar a atividade cerebral responsável pelos movimentos do corpo. Um software traduz esses pulsos cerebrais em sinais que controlam o avatar.
O pesquisador explica que essa tecnologia é capaz de detectar o que o usuário está pensando porque, quando imaginamos mover o braço direito, o hemisfério esquerdo do cérebro (responsável pelos movimentos do lado direito do corpo) é ativado.
“O difícil é parar de pensar”, diz o estudante Takashi Ono, que fez seu avatar “passear” pelas ruas virtuais de Tóquio, no Second Life, usando só o pensamento. “Se quero ir para a esquerda, então penso ‘esquerda’, mas o avatar se move muito além do desejado antes mesmo que eu possa tirar o comando da cabeça”, conta.
Tanto Hirose quanto Ushiba dizem que não há planos imediatos de comercializar as tecnologias, mas ambos estão cuidando do registro das respectivas patentes. Hirose imagina que, no futuro, os consoles de videogame possam tirar proveito dessas novas tecnologias de controle. “Essa pode ser uma experiência virtual única e é para onde estamos caminhando”, diz.
MetaNews
O Second Life ganhou versão brasileira em abril, distribuída no País pela Kaizen Games e pelo iG. Desde o final de junho, o Grupo Estado também edita o MetaNews no mundo virtual. Atualizado de forma dinâmica, traz notícias sobre o mundo virtual e dicas de lugares interessantes, eventos e agenda cultural.
Governo anunciou plano bilionário para resgatar mercados.
Presidente reconheceu alto custo para contribuintes.O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, reconheceu nesta sexta-feira (19) que os Estados Unidos vivem uma série crise econômica. “Vivemos um desafio sem precedentes e estamos tomando medidas sem precedentes”, afirmou, em seu segundo pronunciamento sobre a crise dos mercados em dois dias. “A intervenção do governo federal é essencial”.
“Temos que agir agora para proteger a economia de riscos sérios”, afirmou. Segundo o presidente, as medidas anunciadas mais cedo pelo secretário do Tesouro, Henry Paulson, terão um alto custo para os contribuintes norte-americanos. “Mas o risco de não tomarmos uma atitude seria muito maior”, apontou.
Mais cedo, o secretário do Tesouro anunciou a criação de um fundo de “centenas de bilhões de dólares” para estancar a crise dos mercados financeiros mundiais. O fundo será responsável por adquirir os créditos podres do mercado imobiliário – os empréstimos de alto risco que não vêm sendo pagos pelos mutuários. Segundo Paulson, há cerca de 5 milhões de americanos com problemas para pagar o financiamento ou que já tiveram os imóveis retomados pelos bancos.
No Brasil, a confirmação do plano deu impulso à alta na Bolsa de Valores de São Paulo. O Ibovespa, que até a véspera acumulava perdas de 7,5% só esta semana, opera com forte valorização.
Segundo Bush, a medida tem como objetivo restaurar a confiança nos mercados norte-americanos, abalados pela crise financeira. “No longo prazo, os americanos têm motivo para serem confiantes. O sistema financeiro americano é resistente”, afirmou.
Ajudas
Na noite de quinta-feira (18), o Tesouro e o Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) já haviam anunciado que estudavam a criação do plano. A notícia provocou um rali nos mercados financeiros, que dispararam em todo o mundo.
Na véspera, os mercados já haviam mostrado reação positiva à injeção de US$ 180 bilhões na economia coordenada pelo Fed em conjunto com outros cinco bancos centrais do mundo.Como parte das ações para controlar as turbulências do mercado, o Securities and Exchange Commission (SEC, órgão regulador do mercado norte-americano) proibiu a venda a descoberto dos ativos de 799 instituições financeiras. A ação visa, na prática, que os investidores estão proibidos de apostar nas baixas das companhias.
Mais cedo, o Tesouro anunciou a criação de um programa temporário de US$ 50 bilhões para dar sustentação ao setor de fundos mútuos de mercados monetários (dívida de curto prazo), respondendo às preocupações que a crise financeira global possam afetar estes ativos historicamente seguros.
Pelo programa, o Tesouro irá dar garantia aos ativos de qualquer fundo de mercados monetários oferecido publicamente.
Um estudo realizado nos Estados Unidos sugere que a opção política em cada indivíduo pode estar relacionada com a sensibilidade ao medo.
Publicada na edição dessa semana da revista Science, a pesquisa afirma que pessoas com atitudes sociais radicalmente diferentes também diferem na sua reação fisiológica ao medo.
Segundo os resultados, as pessoas mais sensíveis ao medo e a ameaças tendem a ter opiniões políticas geralmente associadas às idéias dos partidos conservadores – como o apoio à pena de morte, aos gastos em defesa nacional, à Guerra no Iraque e a oposição ao aborto.
Em contrapartida, o estudo sugere que as pessoas menos afetadas pelo medo e que demonstram respostas fisiológicas mais contidas são mais propensas a apoiar políticas mais liberais de imigração, pacifismo, controle de armas e ajuda internacional – fatores normalmente relacionados com a opção de esquerda.
Reações
Para chegar aos resultados, os pesquisadores da Universidade de Nebraska- Lincoln analisaram as respostas de 46 voluntários com fortes opiniões políticas sobre diversos assuntos – da guerra no Iraque às políticas de imigração.
Depois dessa análise, feita a partir de questionários, os pesquisadores mediram a resposta fisiológica dos participantes quando expostos a uma série de sons e imagens.
A análise foi feita de duas formas: na primeira, os cientistas monitoraram as reações através de um aparelho que mede a variação da condutividade elétrica na pele enquanto os participantes assistiam às imagens que mostravam cenas neutras misturadas a outras mais “ameaçadoras” como uma aranha grande ou uma ferida aberta.
Sons repentinos também foram colocados para tentar “assustar” os participantes.
Na segunda, os pesquisadores mediram a força com que as pálpebras dos voluntários se fechavam quando eles piscavam.
“Os pesquisadores descobriram que essas reações se correlacionavam de maneira significativa conforme a posição social mais conservadora ou liberal de cada participante”, diz o texto da Science.
Segundo o estudo, as pessoas que apoiavam mais as políticas de “proteção à unidade nacional” demonstraram mais alterações na condutividade da pele quando expostos à imagens mais ameaçadoras do que aqueles que não apoiavam essas políticas.
Diferenças
De acordo com John Hibbing, que coordenou o estudo, a pesquisa não tem relevância política, mas pode explicar porque é tão difícil mudar a opinião de uma pessoa durante uma discussão sobre política.
“As pessoas estão experimentando o mundo e as ameaças de forma diferente”, disse.
“Existem orientações psicológicas diferentes. Não temos certezas de onde elas vem, podem ser genéticas, podem estar ligados a algum acontecimento da infância. O que sabemos, no entanto, é que são profundas porque são um reflexo – não é algo que você possa mudar amanhã”, afirmou Hibbing.
Para ele, os resultados ajudam a compreender porque algumas pessoas são tão teimosas em suas opiniões políticas.
Fonte: O GLOBO
Acho que os americanos estão começando a aprender a arte de “ganhar dinheiro” com a política, hiií… Na verdade se fosse no Brasil eu faria esta afirmação com mais certeza, mas não sei o que leva um ator de Hollywood, a trocar o tela do cinema por um cargo político… será que eles estão aprendendo??
Segue matéria do site portugues ‘Sapo’.
EUA. Após Ronald Reagan, Clint Eastwood e Arnold Schwarzenegger, é a vez de Val Kilmer pensar em concorrer a umas eleições. Os boatos começaram em Janeiro e foram confirmados pelo governador do Novo México, Bill Richardson, que vê no actor um bom sucessor
Pode ser candidato a governador do Novo México
Já foi Batman e Jim Morrison, no filme de Oliver Stone The Doors, agora Val Kilmer parece estar a preparar-se para um novo papel: o de governador do Novo México. Os boatos de que o actor de 48 anos poderá estar a pensar numa candidatura em 2010 vieram agitar aquele estado semidesértico do Sudoeste dos EUA. A confirmar-se a candidatura, uma vitória faria de Kilmer a última estrela a trocar Hollywood pela política, juntando-se assim a uma curta lista que inclui Ronald Reagan, Clint Eastwood e Arnold Schwarzenegger.
“Agrada-me a ideia”, exclamou Bill Richardson quando um jornalista da Fox News lhe perguntou o que achava de Kilmer lhe suceder como governador em 2010. “Val vive no Novo México e até já foi o Batman. Ainda não falei com ele, mas se entrar na corrida, tem sérias hipóteses de vencer”, declarou Richardson, que após uma candidatura falhada à nomeação democrata para a Casa Branca chegou a ser falado para “vice” de Barack Obama. Amigo de Kilmer, o governador veio reforçar o boato que este lançara em Janeiro. Então, o Iceman de Top Gun afirmara: “Alguns lobbyistas dizem que daria um bom governador. Reagan não era grande actor e vejam como se saiu bem.”
Nascido na Califórnia, mas a viver no Novo México desde 1983, Kilmer gosta de passar os tempos livres no seu rancho perto de Santa Fé, onde caça, pesca e cria búfalos. Conhecido pelas posições de esquerda, o actor recusou confirmar estes boatos. E a verdade é que o envolvimento político deste neto de um mineiro do Novo México, que tem sangue irlandês, judeu, alemão e índio, se limitou até agora a fazer parte do Centro de Defesa da Vida Selvagem. A acreditar nos registos de votos do estado, que o diário britânico The Independent cita, Kilmer nunca votou numas eleições, apesar de estar registado desde 1992.
Além disso, uma candidatura não só o colocaria frente à “vice” de Richardson, Diane Denish, como o exporia ao escrutínio dos media. Nesse caso, poderia ver ressurgir declarações polémicas com as que fez à revista Rolling Stone quando disse viver “na capital homicida do Sudoeste” e que “80% dos habitantes do meu condado são bêbados”.
Fala Sério EUA…